Como é possível??
Tantos anos passaram com aqueles velhos chaveiros
Esperando-nos, alegremente dispostos em fila
Ou suavemente pendurados nas portas...
Ó plástico, corroído pelos anos
Ó capa protectora desfeita
De um papel alvo como a neve,
Perturbado apenas pelos difusos dígitos azuis
Do número de uma sala qualquer...
Ó tom amarelo
Da chave da sala 32...
Amarelo como o sol
Ou como os pioneses do placard da sala de alunos...
Quem te reconhece agora?
Quem te consegue fitar agora,
No teu tom de arrogância torrada,
De amarga indecisão entre o amarelo e o laranja??
E tu!
Sim, tu!
Chave da sala 26,
Roubaste o verde do teu antecessor
E conspurcas-te-o!
Sem respeito,
Sem ter direito,
Sem dó,
Sem piedade!!!
Que ardas no Inferno,
Que o plástico que é tu essência se enrrugue,
Derretendo por fim
Deixando para trás uma poça de matéria verde.
Que me importa a mim que as chaves caíssem??
Que me importa a mim que os aguçados
E afilados gumes do metal
Se crivassem na carne das criancinhas
E as infectassem com tétano?
Se eu soubesse...
Se tivesse sabido que a última vez que peguei
Na chave do armário da sala 18
Seria a
Última
...
Ó, chaveiro
Ó, vida minha
Não mais te teria largado!
4 comentários:
a chave da sala de órgão era tão bonita naquele verde e o papel a dizer "28"... Porque passou a vemelho? e a dizer "sala de órgão"...
quero o verde de volta...:(
REVISTA MODUS!! :D
É definitivo:
O Jorge vai ocupar o cargo do Sr.Viana daqui a uns anos. Obviamente :)
Abraçao
P.s.: Maria... isso cura-se :P
BAYLEEEYYY ÉS A NOSSA FÉ VIVA A BAYLEY ALE ALE!!
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